Criando Brasileirinhos Mundo Afora

Mais uma mamae vem fazer parte das nossas entrevistas e dividir um pouco da sua experiencia. Este mes e a vez da Karen, que mora na Polonia e esta criando um brasileirinho na terra de Chopin.

Fale brevemente sobre voce e o que a levou a morar no pais onde esta:

Meu nome é Karen Martins, tenho 37 anos, sou de São Paulo do bairro do Jaçanã.  Sou fonoaudióloga formada pela PUC/SP, com especialização em Disfagia e tenho paixão em estar com pessoas que têm necessidades especiais.

Vivo na Polônia há 3 anos com meu marido brasileiro, filho e cachorrinho Juscelino. Porque na Polônia? Por que meu marido foi convidado a criar e dirigir um projeto em uma empresa em Cracóvia.

Resolvemos mudar nossas vidas pensando numa educação diferente para o Matheus, nosso filho que hoje tem 6 anos. Viver fora, com a oportunidade de ter a cultura brasileira como a base da família, e a mistura de outras sempre nos agradou. Porém foi uma escolha muito delicada, mais ainda porque ficaríamos longe dos meus pais, que semprenos ajudavam com sua presença amiga. Quando chegamos na Polônia, meu filho não tinha 3 anos ainda, e falava muito pouco o português. Nós o matriculamos em uma escolinha particular da cidade para que tivesse o rico contato com a língua local, e para que se divertisse, brincasse, pois onde morávamos não havia pessoinhas da idade dele.

Quantos filhos tem e qual a idade deles?

Um menino de 6 anos.

Como e ser uma mamae brasileira no pais onde mora? Aponte semelhancas e diferencas se comparado a mamaes locais.

Ser uma mãe sempre me ajudou no processo de adaptação da nossa família, pois sempre fui tagarela e amistosa, e isso facilitou a interação do meu filho com os poloneses, já que ele no início era muito calado, tímido até. E ser brasileira despertou sempre a curiosidade das pessoas, elas se aproximavam e perguntavam de tudo, das coisas mais complexas a dúvidas simples.

As pessoas são simpáticas por aqui, às vezes sorriem pouco, mas eu sorriu por elas e por mim também. As mães são cautelosas e acabam superprotegendo às vezes seus filhos, mas no geral são atentas.

Na escola, os pais são participativos, brigam por tudo o que acham correto para seus filhos, e às vezes isso para mim é um tanto exagerado. Digo isso porque em alguns momentos o discurso é muito exaltado, beira a gritaria. Gritar com o professor é prá mim algo não permitido. Apesar de engraçado, acabo me estressando com isso.

Acredito que vou vivenciar novas situações, porque meu filho em setembro irá para a 1ª série, e será alfabetizado em uma escola polonesa. Hoje em dia as professoras são atenciosas e sérias com meu menino, mas o fato dele ser um brasileirinho as encantam. No dia das vovós e vovôs, meus pais prestigiaram as celebrações via Skype, e isso foi muito emocionante tanto para meu filho, quanto para as professoras. Foi um verdadeiro acontecimento na escola.

Com quantos anos a crianca comeca a escola e qual o horario escolar? A crianca come na escola ou leva lancheira de casa? Escola particular ou publica?

Na Polônia as crianças frequentam a escola como no Brasil, desde os três anos, porém vejo muitas famílias optando pelo trabalho de babás até a criança atingir os 5 anos mais ou menos. Este trabalho é muito utilizado e as pessoas confiam nas mesmas. Como sempre tivemos a intenção de integrar meu menino aos poloneses, ele frequentou a escola desde que chegamos. Nos dois primeiros anos foi uma escola particular em Cracóvia, mas agora que nos mudamos de cidade, moramos em Wroclavia, optamos pela escola pública.

A escola pública deve ser sempre procurada nos meses de março para inscrever a criança, e mesmo sendo pública ele é paga. Paga-se uma porcentagem por meio dia e extra pelo tempo que a criança fica depois das 12:00. A alimentação é inclusa e isso sempre me deixou muito satisfeita, pois aprecio muito a culinária daqui.

Meu filho frequenta com muita alegria a escola das 08:00 até às 16:00, e pagamos por atividades extra-curriculares.

Voce trabalha ou e mamae em tempo integral?  Voce tem empregada/diarista – como e a sua rotina emprego/escola/casa?

Enquanto meu filho está na escola eu dou aulas de português para poloneses em casa e em escolas da cidade. Isso me preencheu uma vazio que ficou quando parei de ser terapeuta no Brasil dias antes de nos mudarmos. Sou uma boa fonoaudióloga ajudando os meus alunos a ter o nosso sotaque, e ainda de quebra meu filho fica muito envolvido em ensinar a sua língua também.

Tenho meu tempo para organizar a vidinha do meu menino, para tentar manter a casa arrumada e viver minha história de amor com meu marido. A vida da gente não é fácil, mas nos divertimos muito mais do que antes. Somos mais próximos.

Que lingua e falada na sua casa, no caso do seu marido nao ser brasileiro?

Em casa a língua é o português, mas quando recebemos amigos a história muda e meu filho percebe a mudança e tenta nos seguir. Como temos amigos de vários lugares, o inglês, o espanhol e o polonês são sempre escutados por aqui.

O/s seu/s filho/s falam portugues? Como voce passa a cultura brasileira e a lingua para os seu/s filho/s?

Adoramos ler livros juntos, assistir desenhos e filmes em português. O Matheus se diverte com vários personagens do imaginário infantil, em especial o Saci Pererê do Sítio do Picapau Amarelo. Tudo o que é do Brasil o encanta, os índios, os animais, as florestas e as músicas. Então, a gente fala, canta, dança e brinca em português.

Como sao comemorados os aniversarios infantis no pais onde mora?  Voce celebra o dos seus filhos “a brasileira”?

Quando acontece o aniversário do Matheus, a gente envia um bolo para a escola dele e isso o deixa muito feliz, porque todo mundo o abraça e canta “Sto Lat”(parabéns a você daqui) para ele. Em casa fazemos um bolo, com alguns balões, brigadeiros, velinhas e muita bagunça. Não é como seria na casa da avó em São Paulo por exemplo, porque sinto falta das famílias aqui se misturando, interagindo como acontece no Brasil.

Como voce lida com a falta da familia por perto ( pelo menos da sua parte se nao tiver ninguem)? Com que frequencia voce leva os seus filhos ao Brasil?

A saudade de minha família sempre machucou muito meu filho, que vê seus amiguinhos com os avós, os tios. Infelizmente ele não tem. Mas temos alguns bons amigos que o enchem de carinho quando o encontram, e isso diminui a sua carência. Planejamos ir agora ao Brasil depois de tanto tempo, e acredito que será um grande choque prá todo mundo. Quando saimos de lá, meu Matheus não falava, era muito quieto. Hoje, ele fala por todo mundo, é encantador e divertido. Isso vai surpreender lá em casa.

Voce cozinha culinaria brasileira? Que tipo de pratos voce faz em casa para a familia? Voce encontra ingredientes como por exemplo, polvilho, para fazer pao de queijo, aonde mora?

Por aqui a saudade da comida brasileira é constante porque não cozinho com frequencia. Pão de queijo é uma iguaria difícil de ter, mas feijão com arroz é prato certo na mesa.

Voce faz parte de alguma comunidade (onde mora) de mamaes brasileiras que se reunem para comemorar datas e passar a cultura brasileira e lingua portuguesa para as criancas?

Aqui não conheço nenhuma mãe brasileira, e isso me deixa muito sozinha, mas eu me misturo com as polonesas e logo fico bem. Tenho uma amiga querida que é de Portugal, e seu filho é um amiguinho do meu Matheus, e mesmo com sotaques diferentes comunicam-se perfeitamente.

Por favor, deixe uma mensagem para as outras mamaes que tambem estao criando brasileirinhos mundo afora.

Não nos arrependemos em momento algum por ter decidido viver em outro país. Encaramos isso como uma emocionante aventura onde, graças a Deus, pudemos optar por construir amigos e enriquecer a cultura da nossa família.
Medo temos até hoje, mas isso nunca nos impediu de nada. Sentimos falta de mais famílias brasileiras, porque conhecemos vários pessoas sem filhos e isso cria uma relação diferente entre nós. Mas mesmo assim, seguimos muito
confiantes num futuro melhor para nossa família brasileira.

Querida Karen, muitissimo obrigada pela franca entrevista. Coragem e um fator primordial em caso da familia mudar de pais como no seu caso, mas, acredito que no final tudo valha a pena, e sempre enriquecedor, nao so para as criancas, mas, tambem para os pais. Um dia quando chegar a hora e voces voltarem ao Brasil, serao pessoas com muito mais conhecimento de outras culturas e tambem  voces e o pequeno Matheus poderao contar no seus curriculos que dominam a lingua polonesa. Parabens pela coragem e atitude positiva!

 

 

 

 

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Voltando mais uma vez com as entrevistas. Desta vez temos a Livia, que esta morando em Melbourne e vem contar para a gente como e criar uma Brasileirinha na terra dos cangurus.

Fale brevemente sobre voce e o que a levou a morar no pais onde esta:

Meu nome é Livia, tenho 30 anos, o último estado brasileiro em que morei antes de sair do país foi São Paulo, mas sou natural do Rio de Janeiro, embora já tenha rodado o país… Estou morando em Melbourne/Austrália há 1 ano e meio, e fomos parar lá por uma questão de timing e oportunidade. Eu estava terminando meu doutorado como estudante full time (eu era bolsista da Fapesp) e surgiu uma oportunidade de transferência para meu marido. Nós sempre tivemos esta vontade de ter uma experiência fora do Brasil, fazer com que nossa filha fosse bilíngue, então a oportunidade surgiu na hora certa e resolvemos arriscar.

 

Quantos filhos tem e qual a idade deles?

Temos 1 menina de 3 anos e meio. Mudamos para a Austrália 1 semana depois dela completar 2 anos.

 

Como e ser uma mamae brasileira no pais onde mora? Aponte semelhancas e diferencas se comparado a mamaes locais.

A primeira diferença é o fato de que na Austrália, a mãe poder passar muito mais tempo em casa com os filhos do que no Brasil. Se estivéssemos morando no Brasil, eu certamente já teria voltado a trabalhar 12 horas por dia e certamente teria que ter uma babá. Hoje, apesar de todas as diferenças culturais, consigo cuidar pessoalmente do desenvolvimento da minha filha, e isso para mim é uma das maiores vantagens. Existe toda uma infra-estrutura para crianças pequenas, a cidade parece ser toda adaptada para carrinhos e há inúmeros parquinhos – quase todos em excelente estado de conservação – na região onde moro. Em relação ao fato de ser brasileira, não sofri nenhum tipo de preconceito até hoje, o máximo que já aconteceu foi as pessoas pensarem que no Brasil se fala espanhol e terem aquela visão distorcida de que o país inteiro é uma selva. Mas isso eu já vivenciei em vários lugares do mundo, então nem me irrita mais. A minha rotina como mãe brasileira é exatamente igual à rotina das mães australianas, com os bônus (horários flexíveis, poder cuidar da cria pessoalmente, acompanhar de perto) e os ônus (ter que fazer faxina todo santo sábado de manhã, aff…).

 

Com quantos anos a crianca comeca a escola e qual o horario escolar? A crianca come na escola ou leva lancheira de casa? Escola particular ou publica?

Aqui na Austrália as crianças começam na escola (pública, à qual toda criança tem direito, independente de ser imigrante, residente temporário ou permanente; ou particular, a critério dos pais). O horário de aula para as escolas vai de mais ou menos 8:30 am até 4:30 pm, dependendo da escola. Nesta fase a criança já leva a comida – um lanche para a manhã, um almoço e um lanche para a tarde – de casa. Crianças de 4 anos frequentam os kindergardens, que são pré-escolas públicas que as crianças frequentam 3 vezes por semana, num total de 15 horas semanais. Os kinders geralmente são públicos e os pais devem fazer a matrícula dos filhos um ano antes da criança completar 4 anos. Nos kinders eles começam a alfabetização, mas não tenho certeza se as crianças já saem deles completamente alfabetizadas, embora acredite que sim. Antes do kinder, a criança geralmente frequenta os childcares, ou então fica em casa mesmo. É muito comum (e não é nada mal-visto) as mulheres australianas darem uma pausa de uns 4 anos na carreira (ou mais, dependendo do número de filhos) para poderem ficar com as crianças em casa ou então administrar a vida de childcare. No childcare não existe horário, não é obrigatório ir todos os dias como acontece nas escolinhas brasileiras, e não há diferença de preço (esqueci de dizer que praticamente todos os childcares são particulares – e caros) se a criança ficar o dia todo ou só meio período, então todo mundo acaba deixando a criança o dia todo. Minha filha vai 3 vezes por semana.

 

Voce trabalha ou e mamae em tempo integral?  Voce tem empregada/diarista – como e a sua rotina emprego/escola/casa?

Eu trabalho como pesquisadora para uma universidade, então tenho a sorte de poder trabalhar de casa. Não temos empregada nem diarista – isso é um luxo dos grandes por aqui. Meu horário de trabalho coincide com o horário da pequena no childcare, e obviamente, quando ela está dormindo. E, obviamente, maridão ajuda muito: até arrisco dizer que não tem como viver no exterior se os dois não cooperarem igualmente na rotina da casa e dos filhos.

 

Que lingua e falada na sua casa, no caso do seu marido nao ser brasileiro?

Nós dois somos brasileiros, então em casa só falamos português. Quando temos alguma visita que não fala português, então todos falamos inglês (ou espanhol, se for o caso).

 

Os seus filhos falam Portugues? Como voce passa a cultura brasileira e a lingua para os seus filhos?

Minha filha fala fluentemente tanto o português quanto o inglês. Mantemos nosso contato com o Brasil diariamente, conversando com a família via Skype, e acompanhando o que se passa no Brasil pela internet.

 

Como sao comemorados os aniversarios infantis no pais onde mora?  Voce celebra o dos seus filhos “a brasileira”?

Os aniversários infantis são algo bastante interessante. Na Austrália, pelo menos em Melbourne, as festinhas costumam ser bem menores, mesmo quando se faz a festa em um playground indoor, coisa bastante comum. Não é aquela coisa de convidar o amiguinho+irmão+primo+tio+amigodotio, etc, etc, etc. Geralmente, convida-se apenas uma média de 10 crianças, especialmente se vierem acompanhadas dos pais ou de um responsável. Outra diferença interessante é que em festa de criança geralmente não tem refrigerante (bebidas alcoólicas nem são cogitadas, o que eu acho ótimo), só suco ou água para as crianças. E se a festa for num playground indoor, geralmente a comida que o aniversariante banca é oferecida para as crianças apenas, os pais compram o que forem comer na lanchonete do local (pelo menos foi assim comigo nas festas das quais participei). Se a festa for na casa do aniversariante, aí a comida é para todo mundo. E a comida oficial de aniversário de criança geralmente inclui chips (batata Ruffles), salsicha Frankfurt, cachorro quente de pão de forma (coisa de australiano) e um bolo. Em poucas palavras, é infinitamente mais simples que as festas brasileiras. Ainda bem que eu tenho bons amigos brasileiros que fazem festas infantis brasileiras com muita coxinha e brigadeiro, senão estaria perdida… hehehehehe. Outro aspecto interessante é o horário: festa de criança tem hora para começar e terminar (mais uma vez, a exceção são as festinhas de brasileiros), geralmente com uma média de 2 a 3 horas de duração. Eles também costumam fazer festinhas de manhã, coisa meio impensável no Brasil. Eu já fui convidada para umas 3 festinhas que começaram às 10 da manhã e terminaram meio dia e meia. Mas apesar de todas estas diferenças, devo reconhecer que as festinhas não são menos animadas, e as crianças sempre parecem se divertir bastante.

 

Como voce lida com a falta da familia por perto ( pelo menos da sua parte se nao tiver ninguem)? Com que frequencia voce leva os seus filhos ao Brasil?

Desde que nos mudamos, estivemos no Brasil uma unica vez, em Novembro/Dezembro de 2011. A falta da família é complicada, mas aprendemos a dar muito mais valor aos amigos. Aliás, em um ano e meio fora, posso dizer que fiz amigos que durarão pro resto da vida. E, fora isso, tem o Skype, o Facebook, mas nunca é a mesma coisa.

 

Voce cozinha culinaria brasileira? Que tipo de pratos voce faz em casa para a familia? Voce encontra ingredientes como por exemplo, polvilho, para fazer pao de queijo, aonde mora?

Não sou exatamente a melhor cozinheira do mundo, mas fico orgulhosa de ver o quanto aprendi nesse tempo fora. Cozinhamos de tudo um pouco, claro que arroz+feijão nunca falta para a pequena. Acho que a culinária brasileira, quando bem balanceada, é uma das mais saudáveis. A culinária australiana tem muita influência da cozinha asiática, muita fritura, muuuuuita batata frita (as chips), então não dá para comer no estilo aussie todo dia. E, agora que já estamos mais bem adaptados e já conhecemos “o caminho das pedras” para lojas específicas e delicatessens, não temos dificuldades de encontrar os ingredientes tradicionais da nossa culinária. Mesmo assim, algumas vezes fazemos adaptações. Por exemplo: quando não consigo encontrar polvilho (que às vezes demora a chegar na importadora onde compro), eu me viro com “tapioca starch”, ou seja, amido de tapioca, que vem da Tailândia. É praticamente a mesma coisa, e custa 1/3 do preço do polvilho. Queijo-minas a gente às vezes troca pelo queijo-feta, que eu não conhecia e hoje amo, especialmente para fazer saladas. E também fica ótimo para pão de queijo!

 

Voce faz parte de alguma comunidade (onde mora) de mamaes brasileiras que se reunem para comemorar datas e passar a cultura brasileira e lingua portuguesa para as criancas?

Até conheço um grupo de brasileiros que se reune com estas finalidades, mas não faço parte, por pura falta de tempo. E como, de um jeito ou de outro, minha filha ainda tem bastante contato com o Brasil (falamos diariamente com a família via Skype) e sempre temos algum amigo ou familiar vindo visitar (ainda bem!!!), não é difícil, pelo menos por enquanto, manter as raízes brasileiras.

 

 

Por favor, deixe uma mensagem para as outras mamaes que tambem estao criando brasileirinhos mundo afora.

Criar nossos filhos fora do nosso país nos traz um crescimento extraordinário, aprendemos a resolver problemas que antes jamais resolveríamos sozinhas, e muitas vezes podemos usufruir de uma infra-estrutura social e comunitária mais bem organizada do que a nossa. Uma amiga brasileira que já mora em Melbourne há muitos anos, me disse uma vez, quando eu passava pela fase mais difícil da adaptação: “Livia, não se pode ter tudo”. É a maior verdade, e aprendemos a conviver com ela. Um dia estamos felizes, satisfeitos, no outro, morrendo de saudades e com vontade de voltar. E tem sempre aquele ditado popular “Morar fora do Brasil é bom mas é uma m…, morar no Brasil é uma m… mas é bom”. A gente acaba se acostumando, e no fim, acaba até gostando.

E, pra terminar, uma frase que eu adoro (não sei quem é o autor): ”O melhor presente que se pode dar aos filhos são asas enormes e raízes profundas”

 

Obrigada Livia pela otima entrevista, cheia de informacoes. E mesmo verdade que morando fora proporcionamos aos nossos filhos determinadas possiblidades que estando no Brasil nao aconteceria com tanta naturalidade como no caso das criancas crescerem sendo bilingues ou mesmo trilingues como no caso dos meus filhos.

A Livia escreve no blog Mae Viajante.

 

 

 

 

 


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